terça-feira, 15 de maio de 2012

CARLÃO NO EXÍLIO ...


CARLÃO NO EXÍLIO EM PLENA DEMOCRACIA.

Assim me sinto, cada vez que tenho que sair de Guaira temporariamente, em busca do que aqui não encontro, na forma de complementar o ganho necessário ao sustento de minha família. Certa vez escutei dois empresários conversando, onde um deles disse: - estiou precisando arranjar alguém, para me ajudar nos meus negócios, ao que o outro perguntou; - E o Grafogildo, (nome fictício) não lhe ajudaria?  Ele é trabalhador, um tanto ou quanto compete além de ser honesto. Disse então o primeiro; - Grafogildo? Esse é honesto demais; o que demonstra  com que rigor o Grafogildo  conduz os caminhos indeléveis do seu viver. As vezes tem certos procedimentos, que dificultam a admissão de gente desse tipo.Vinha eu de Curitiba  num domingo, em  meados de Janeiro deste ano, quando li no jornal,  um aviso pedindo um topógrafo  experiente, para trabalhar no Pará. Por estar necessitando ganhar um dinheiro extra, mandei sem muita pretensão o meu Currículo, já que o fator idade é sempre levado em consideração. Tal qual foi a minha surpresa, quando na terça-feira, recebi chamado e na sexta da mesma semana, eu já embarcava, para Porto de Moz, no Pará, via Belém e Altamira. E lá por três meses dei o meu recado profissional, num trabalho que exigia técnica, disposição e até desgaste físico, todos por mim absorvidos. Por não encontrar o apoio que achava necessário para desenvolver o meu trabalho, de acordo com o rigor que  a técnica exigia, deixei para trás um bom salário, livre de moradia, refeições, transporte e espontaneamente, saí da obra, como já o fiz em várias ocasiões, deixando ainda as portas abertas, para um retorno em outra oportunidade  Porto de Moz, que para mim tornou-se “Porto de Nós”, já que ali irmanados, nós operários, fiscais, encarregados, engenheiros, comerciantes  e o povo em geral, vivemos dias de glória, num relacionamento humano, de fazer inveja  aos que mais defendem  essa questão

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